domingo, 26 de fevereiro de 2017

Estação recebe exposição sobre biodiversidade em recife de corais, em JP

Exposição permanece em cartaz até o fim do mês de março; entrada é gratuita
 
Mais entretenimento | Em 25/02/2017 às 12h17, atualizado em 25/02/2017 às 12h43 | Por Redação

 
Estação Cabo Branco
Estação Cabo Branco. Divulgação/Secom-JP.

Está aberta para visitação a exposição “Biodiversidade em Recifes de Corais”, no primeiro pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A exposição permanece em cartaz até o fim do mês de março. O horário de visitação é terça a sexta-feira de 9h às 18h, e sábados, domingos e feriados das 10h às 19h. A entrada é gratuita.
  
Em “Biodiversidade em Recifes de Corais”, o visitante vai encontrar 19 fotografias subaquáticas tiradas de lugares inusitados de autoria de Dhieggo Gomes, que nos transportam, com emoção refletida nas imagens, para a curiosidade sobre o universo subaquático, e ao mesmo tempo valoriza a biodiversidade local em áreas de recifes de corais do Seixas.
 
Seu olhar poético nos remete a uma sensação da “vida pulsante” através do registro de fotografias subaquáticas, onde é possível encontrar organismo, tais como, algas (flutuantes e enraizadas “sob o movimento do mar”), corais (antozoários), peixes (enguia, peixe lagarto, dentre outras espécies de “cores vivas”), anelídeo (poliqueto) e o molusco (tintureiro ou Aplysia).
 
Dhieggo revela, com simplicidade, uma estética criativa e promove um diálogo com o público, explorando a temática “Meio Ambiente”, motivando os espectadores para a real necessidade de uma sensibilização crítica para a conservação.
 
O artista contribui também para uma visão científico-educativa e nos leva e refletir sobre os encantos que a vida marinha nos proporciona, e nos faz pensar que “é preciso conhecer para poder preservar” nosso patrimônio biológico e monumental.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Conheça o Sci-Hub: o Pirate Bay dos artigos acadêmicos

Plataforma digital dá acesso gratuito a mais de 47 milhões artigos científicos, cujo acesso seria cobrado se acessado através das fontes originais.

por Apolinário e KaNNoN

A cientista da computação cazaquistanesa Alexandra Elbakyan pode ser considerada uma Robin Hood dos tempos modernos: criou o Sci-Hub, uma plataforma digital que dá acesso livre a quase 50 milhões de artigos científicos


Diferente do que se comumente atribui, a história de Robin Hood não é a de roubar dos ricos para dar aos pobres. Na verdade, o herói mítico roubava do governo para dar de volta àqueles que pagavam impostos abusivos. Ou seja, combatia arbitrariedades do Estado, da mesma forma, o Sci-Hub combate a arbitrariedade da escassez artificial criada pelo Estado através da propriedade intelectual, fornecendo gratuitamente artigos acadêmicos para todos.

As razões da criação da plataforma estão descritas na página, “um artigo de investigação é uma publicação especial escrita por cientistas para ser lida por outros cientistas. Os artigos são fontes primárias necessárias para a pesquisa – por exemplo, contém informação detalhada sobre novos resultados e experiências. Neste momento, a mínima distribuição de artigos de investigação, bem como de outras fontes científicas ou educativas, está artificialmente restringida por leis de direitos de autor”.

A filosofia é exatamente essa: dar acesso livre a todos os artigos científicos publicados – até agora, e também no futuro. Esse propósito está, aliás, estampado na página de abertura da plataforma (http://sci-hub.cc), que clama ser a primeira a prosseguir, e a concretizar, este objetivo. Com quase 50 milhões de artigos no seu portfólio, deve estar, aliás, muito perto de conseguir disponibilizar tudo quanto já se publicou no universo das revistas científicas.

Pirateando
O site funciona em três etapas. Primeiro, quem busca algum artigo insere o link ou o código DOI da obra a qual deseja ter acesso. Depois, a plataforma tenta baixar o artigo solicitado buscando por uma cópia no banco de dados LibGen, um banco de conteúdo pirata, que hospeda mais de cem milhões de livros (provavelmente aquele PDF que você nunca encontrou no Google está lá), e que abriu suas portas para trabalhos acadêmicos em 2012 e agora contém mais de 48 milhões de artigos científicos.

No entanto, a terceira etapa é a parte engenhosa do sistema: se LibGen ainda não tiver uma cópia do documento, o Sci-Hub tem uma segunda maneira de ignorar o pedido por pagamento da revista científica: o compartilhamento de senhas. O site conta com uma rede global de compartilhamentos de senhas e acessos a proxies de universidades que disponibilizam para seus estudantes o conteúdo aberto de algumas publicações científicas.

Isso permite que o Sci-Hub encaminhe o usuário direto para o PDF do artigo que ele quer acessar, através de senhas ou proxies universitários, editoras como JSTOR, Springer, Sage e Elsevier. Depois de entregar o artigo para o usuário em questão de segundos, o Sci-Hub doa uma cópia do documento para LibGen, sendo desnecessário acessar novamente o site da universidade na próxima requisição, e o artigo fica então armazenado para sempre, acessível por todos e qualquer um.

Problemas Legais
A popularidade do site atraiu a atenção das editoras de revistas científicas e o caso foi parar na Justiça norte-americana. A cientista cazaquistanesa foi processada pela editora Elsevier, que recorreu aos tribunais para que a justiça obrigasse o fechamento do site, o que de fato aconteceu por alguns dias. No entanto, a jurisdição norte-americana só abarca sites com domínio .com, .net e .org. O site, criado por uma cazaquistanesa e hospedado na Rússia, ressurgiu no domínio .io e a jurisdição norte-americana pouco pode fazer com relação a isso.

Em entrevista ao portal Vox, Alexandra afirmou que é impossível que o site saia do ar, mas alertou que a possibilidade de uma perseguição maior das editoras e dos sistemas de justiça provavelmente a forçariam a tirar o site de um domínio publicamente acessível, e colocar o site em redes descentralizadas e anonimizadas, como o TOR (conhecidas popularmente como deep web).

A cientista faz a distinção entre a questão científica e de materiais acadêmicos e a questão da pirataria na indústria do entretenimento. “Todos os trabalhos no website são escritos por cientistas, que não recebem dinheiro pelo que a Elsevier cobra”, Alexandra ainda invoca o artigo 27º da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que institui que “todos têm o livre direito de participar na vida cultural da comunidade, de desfrutar da arte e de fazer parte do avanço científico e dos seus benefícios”.

As coisas estão mudando
Em 2008, Aaron Swartz escreveu o “Guerilla Open Access Manifesto“,  e deu sua vida por essa causa. Alexandra, que se define como uma pirata convicta, continua essa luta, mas não sozinha. A batalha contra as editoras de acesso fechado está sendo encampada por cada vez mais pesquisadores. Financiadores de pesquisa acadêmica como o Wellcome Trust estão se unindo a essa batalha, instituindo políticas de acesso aberto que proíbem seus pesquisadores de publicar em revistas com acesso fechado.

Mas nada disso ajuda os pesquisadores que precisam de acesso à ciência que está fechada agora. Da sua parte, Alexandra não está desistindo da luta, apesar da pressão legal crescente. Ela garante que o Sci-Hub não vai parar suas atividades, e tem planos para expandir sua base de dados.

O Sci-Hub pode representar, para a indústria da pesquisa acadêmica o que o Napster representou para a indústria da música. A ciência deve prosseguir cada vez mais livre, aberta e disponível. Os modelos de negócio que quiserem seguir existindo, precisarão se alterar, se atualizar, se modernizar.
 
O papagaio pirata está fora da gaiola, e se a Elsevier, JSTOR ou outros paywalls de conteúdo científico pensam que podem colocá-lo de volta, podem estar muito enganados.


 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Paraibano busca apoio para fazer mestrado e pesquisa no Paraná


Graduado em 2016, aos 23 anos, em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Paraíba, o pessoense  Nyelson Nonato (foto) foi aprovado para cursar Mestrado em Bioenergia na Universidade Federal do Paraná. De família humilde, precisou recorrer ao financiamento coletivo via Internet para bancar as despesas iniciais - estimadas para um mês - de acomodação em Curitiba, a capital paranaense.

Um apaixonado pela natureza, e cidadão determinado, hoje ele trabalha pesquisando o cultivo de microalgas para fins biotecnológicos, a exemplo da aplicação na farmacologia, indústrias  alimentícias e de biocombustíveis.  E acumula, também, experiência com o cultivo e taxonomia de peixes recifais, ecologia e monitoramento de recifes de corais.

Seu grande objetivo, agora, é conseguir, por meio de novas metodologias e tecnologias científicas, desenvolver ferramentas no cultivo de espécies de microalgas nativas das regiões Sul e Nordeste do Brasil que permitam testar a sua capacidade de produção de lipídeos, proteínas e carboidratos. A seleção de espécies potencialmente produtoras desses compostos é o caminho para  direcionar o seu uso à produção de biocombustíveis.

Na Universidade Federal do Paraná, fará parte do laboratório do Dr. Luiz Pereira Ramos, renomado pesquisador do Departamento de Química que trabalha com aproveitamento tecnológico de recursos renováveis. Lá, a ênfase é em química da madeira, biocatálise e na produção de biocombustíveis líquidos (bioetanol e biodiesel) de primeira, segunda e terceira (microalgas) gerações.

Nyelson Nonato conta que na infância queria ser veterinário. Depois, adolescente, colecionou as melhores notas em Ciências Naturais. Virou monitor de Biologia no ensino médio. E, finalmente, ano passado, conseguiu graduar-se em Ciências Biológicas.


Até aqui, conquistas por mérito pessoal e apoio familiar, principalmente da mãe que pôs a educação do filho sempre à frente do melhor brinquedo ou da roupa nova. Mas, nesta nova etapa, um  gesto de generosidade anônima e cidadã pode alçar, em pouco tempo, o dedicado pesquisador paraibano à galeria dos destacados cientistas nacionais. Foco e determinação ele já mostrou que tem, começando por sua aprovação na concorrida seleção do Mestrado da UFPR, como mostra este documento:



Além disso, com absoluta transparência Nyelson demonstra quanto precisa e de que forma utilizará o dinheiro arrecadado. Veja:

A campanha de Nyelson está no Catarse, primeira e maior plataforma brasileira de crowdfunding (financiamento coletivo via Internet).

Os dados bancários para adesão à causa:
  • Banco do Brasil  – Conta/Poupança: 30.595-2 – Agência: 1619-5

  
 Fonte 


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Estão abertas as inscrições para o Congrebio 2017


 
Com o objetivo de debater a importância e as repercussões do profissional Biólogo na sociedade moderna, vários profissionais da área e a Rede Brasileira de Informações Biológicas - REBIBIO estão promovendo o Congresso Nordestino de Biólogos - Congrebio 2017. O evento será realizado em João Pessoa (Paraíba), nos dias 18 e 19 de maio de 2017, com o apoio do Instituto BioEducação, da webrádio Estação Nordestina, do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema/UFPB) e outros parceiros.

Os trabalhos completos para serem apresentados na versão 2017 do Congresso Nordestino de Biólogos, poderão ser enviados até o dia 30 de abril de 2017, e devem estar relacionados com um dos seguintes eixos temáticos: ET-01 - Áreas de Atuação do Biólogo, ET-02 - Formação Profissional do Biólogo, ET-03 - História e Filosofia da Biologia, ET-04 - Diretrizes Curriculares para os Cursos de Ciências Biológicas, ET-05 - Relações entre Educação, Ciência e Cultura, ET-06 - Processos de Ensino-Aprendizagem em Biologia, ET-07 - Desenvolvimento de Estratégias Didáticas para o Ensino de Biologia, ET-08 - Educação Não-Formal, bem como ET-09 - Biologia Aplicada. Todos os trabalhos serão publicados em meio digital.

Para a participação das atividades, que inclui palestras, apresentação de trabalhos, mesas-redondas, feira de livros, entre outros, estão confirmados profissionais da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Bahia.

O Congresso Nordestino de Biólogos - Congrebio é uma iniciativa da Rede Brasileira de Informações Biológicas - Rebibio, que teve sua primeira realização em João Pessoa, nos dias 2 e 3 de setembro de 2009, com a participação de cerca de 250 congressistas, entre professores, pesquisadores e estudantes, e tem o objetivo principal de promover encontros sistemáticos de Biólogos no Nordeste do Brasil, que possam favorecer uma maior integração desses profissionais.

Fonte

 


sexta-feira, 1 de abril de 2016

A guerra científica contra os gatos

Como a eliminação dos felinos em 83 ilhas do mundo todo beneficiou centenas de espécies

Manuel Ansede - 28 MAR 2016 - 12:06

Gato selvagem ataca uma ave na Austrália.


Em 25 de abril de 2006, há quase dez anos, um gato de rua apareceu na praia do Inglês, nas Ilhas Canárias (Espanha), carregando na boca o cadáver de um lagarto gigante de La Gomera. Havia apenas 50 animais em liberdade dessa espécie, que sofre uma grave ameaça de extinção. E não se tratava de uma exceção. Os gatos que invadem as matas e vagueiam pelas ilhas no mundo todo têm levado ao desaparecimento de pelo menos 22 espécies de aves, nove de mamíferos e duas de répteis, representando 14% do total de extinções de animais vertebrados registradas pela União Internacional de Preservação da Natureza.

 
Autoridades de todo o planeta iniciaram uma guerra secreta aos gatos das ilhas. Eles são capturados com armadilhas, envenenados com ceva de peixe, caçados com cães adestrados ou até mesmos mortos com tiros de espingarda, como já ocorreu em algumas ilhas do arquipélago equatoriano dos Galápagos. Os gatos selvagens já foram extintos em pelo menos 83 ilhas, como Santa Catalina (México), Baltra (Equador), Trindade (Brasil), além das ilhotas espanholas de Lobos e Alegranza, segundo o relatório mais recente, produzido há cinco anos.

Agora, um novo estudo atesta a eficácia dessa estratégia, que não deixa de ser polêmica de certa forma. O trabalho, encabeçado pela bióloga norte-americana Holly Jones, mostra que a extinção de mamíferos invasores (principalmente ratos, cabras e gatos) beneficiou 236 espécies animais nativas de 181 ilhas em todo o mundo. Quatro delas tiveram o seu nível de risco de extinção diminuído na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da IUCN (sigla em inglês para União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), segundo o detalhado estudo publicado na revista científica PNAS.


 
Na ilha Natividad, no México, a eliminação dos gatos selvagens foi crucial para a recuperação da pardela-culinegra, uma ave de 80 centímetros existente em algumas poucas ilhas do Oceano Pacífico. “Essa intervenção foi importante para que a espécie passasse da classificação de vulnerável para quase ameaçada” na Lista Vermelha, como destaca Heath Packard, porta-voz da ONG norte-americana Island Conservation, que participa do estudo. O mesmo aconteceu na ilha britânica de Asunción, no Atlântico, onde a eliminação dos gatos permitiu que o rabiforcado-de-Ascensão, uma ave em ameaça crítica de extinção, reocupasse o seu território.


“Nós, biólogos da preservação, também amamos os animais. A maior parte de nós tem dedicado suas carreiras a proteger a biodiversidade, mas também avaliamos que aceitar a persistência de mamíferos invasores nas ilhas é uma decisão que permite que as espécies nativas sejam atacadas e, em alguns casos, levadas à extinção”, explica Jones, da Universidade do Norte de Illinois.


O comum é fazer a eutanásia dos gatos retirados das ilhas, mas no Japão os gatos capturados foram esterilizados e colocados para doação
 
A bióloga lembra o caso de uma gata de um homem que chegou em 1894 à ilha de Stephens, na Nova Zelândia, para cuidar de seu farol. A gata, prenhe, fugiu e a sua prole acabou em poucos meses com todos os exemplares de garrinchas de Stephens, uma ave arredondada e incapaz de voar, que era própria daquela ilha. Hoje em dia restam apenas exemplares empalhados dessa espécie extinta.

As ilhas são paraísos da biodiversidade. São a casa de 15% das espécies terrestres do planeta, e nelas sobrevivem 37% das espécies sob ameaça crítica de extinção, segundo destaca a equipe de Jones.
 


Uma garrincha de Stephens empalhado.

O biólogo espanhol Manuel Nogales, do Grupo de Ecologia e Evolução em Ilhas do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, vem propondo há anos a erradicação total de gatos selvagens nas ilhas com menos de 200 quilômetros quadrados. Sua equipe, quando trabalhava na Universidade de la Laguna, na Espanha, capturou com ceva de sardinhas, há mais de dez anos, os dez gatos que tinham invadido a ilhota de Alegranza, um refúgio para aves marinhas como a águia pescadora e a pardela-de-bico-amarelo. Em Lobos, também na Espanha, o único gato do local foi retirado.


Os gatos têm levado ao desaparecimento de pelo menos 22 espécies de aves, nove de mamíferos e duas de répteis
 
“Na Espanha e na Europa de um modo geral, as autoridades resistem em organizar campanhas pela erradicação dos gatos. Em outros países, a conscientização está mais avançada”, lamenta. Nogales, que não participou do novo estudo, faz um chamamento à ação: “Não podemos ficar de braços cruzados”. Ele e seu colega Félix Medina estão envolvidos em um estudo inicial para avaliar a possível eliminação dos gatos de La Graciosa, uma ilha canária, onde se realizaria a maior eliminação de felinos na Espanha. La Graciosa tem uma área de 30 quilômetros quadrados, o triplo de Alegranza e seis vezes mais do que a superfície da ilhota de Lobos.

Nogales admite que o comum é fazer a eutanásia dos gatos retirados das ilhas, mas aponta outras possíveis alternativas. “No Japão, os gatos capturados na ilha de Okinawa foram levados a Tóquio, esterilizados e colocados para doação”, relata.

“Em muitas ilhas do mundo onde há esses gatos invasores é imprescindível eliminá-los, para que acabar com a pressão que eles fazem sobre muitas espécies nativas ameaçadas por esse predador. Em outras ilhas, seria praticamente impossível, mas é possível adotar outras medidas, como a esterilização, a marcação ou mesmo a reclusão em casa, o que é quase impossível”, acrescenta Medina.

Fonte

 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Falsa bióloga que atuava em prefeitura do RJ é denunciada

18/02/2016 18h40 - Atualizado em 18/02/2016 18h40
 
Ela coordenava o laboratório público de análises clínicas em Iguaba Grande.
Conselho de Biologia afirmou que ela usava diploma falso.

Do G1 Região dos Lagos


Uma mulher apontada como falsa bióloga está sendo investigada pelo Conselho Regional de Biologia (CRBio-02) em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio. Ela atuava na coordenação do laboratório de análises clínicas da Prefeitura e, de acordo com o conselho, usava um diploma falso da uma universidade de Cabo Frio.

Nesta quinta-feira (18), representantes do Conselho foram à faculdade para receber um ofício emitido pela instituição informando que toda documentação apresentada pela mulher é falsa. Entre os documentos falsificados estão histórico de graduação e certificado de conclusão do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, que foram usados na emissão de um registro provisório.

De acordo com o fiscal Marcelo Figueiredo, a denúncia chegou ao Conselho Regional de Biologia em julho de 2014, e na época a mulher foi exonerada. Mas, de acordo com Marcelo, em agosto do mesmo ano ela foi recontratada pela prefeitura após apresentar uma falsa carteira provisória do CRBio.

Dando seguimento às investigações, a fiscalização do Conselho foi novamente à Prefeitura e a mulher não apresentou nenhum documento, já que a carteira provisória havia vencido em agosto de 2015. Novamente ela foi exonerada, mas o Conselho solicitou à faculdade onde ela teria se formado a comprovação dos documentos. Como resposta a universidade informou que a mulher abandonou a faculdade de ciências sociais no primeiro período, em 2008.

“A gente quer chamar a atenção dos gestores, responsáveis pela contratação desses profissionais, porque estão incorrendo no mesmo crime”, ressaltou Marcelo.

Em nota, a Prefeitura informou que exonerou imediatamente a funcionária após saber da denúncia. Segundo eles, foi exigido da profissional o registro no CRBio-RJ e ela apresentou a cédula de identidade de Bióloga ao RH.

A ocorrência de falsificação ideológica foi registrada pelo CRBio-02 na 129ª DP, onde os documentos dados pela faculdade foram entregues. O Ministério Público, que também investiga o caso, ainda não enviou nenhum posicionamento ao G1.



 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Uma licenciatura não limita um Biólogo


Publicado por Yue Jheimes Sorrell em fevereiro 11, 2016

11040638_848204928611723_1638440509418064631_nDesde Darwin, sabemos que nossa ciência é uma empreitada coletiva que deve estar ligada a uma boa rede de contatos. Antes de deixar o Brasil, há aproximadamente 4 anos, Wesley Dáttilo, carioca – formado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense sob a orientação do Prof. Richard Ian Samuels – já estabelecia sua rede. 

O convite para doutorado chegou quando faltava 3 meses para terminar o mestrado, em Ecologia e Conservação, pela UFMT sob a orientação do Dr. Thiago Izzo. ‘‘Era a oportunidade de trabalhar com um dos maiores especialistas e divulgadores das interações formiga-planta no mundo. Não são todos os dias que se recebe um convite desses, né?!’’. Hoje, quando concedeu essa entrevista por e-mail, Wesley Dáttilo é doutor em Comportamento Animal, pela Universidade Veracruzana (México) sob a orientação do Dr. Víctor Rico Gray. 

E atualmente, é pesquisador do Instituto Nacional de Ecologia (INECOL) no México, onde o interesse atual do seu laboratório é: ‘‘como as espécies e suas interações ecológicas variam no espaço e no tempo, e como estes são influenciados por distúrbios ambientais’’.  Seus estudos combinam história natural, modelagem estatística, sistemas de informação geográfica (GIS),  extensos inventários e experimentação no campo. Sendo conduzidos nas florestas tropicais, nebulosas e desertos do México e nas florestas e savanas tropicais do Brasil.

Suas pesquisas são consequência lógica das suas opções de diversão, pois, segundo ele: ‘‘Desde muito pequeno eu era biólogo e não sabia. Sempre tive muita curiosidade sobre as plantas, os animais e a natureza em geral. Ficava fascinado com os documentários na televisão mostrando a grande diversidade de formas de vida e de comportamentos existentes na Terra. Foi questão de tempo para eu crescer e saber que eu queria cursar Biologia’’.

Jheimes- Dr. Wesley Dáttilo, me permita fazer essas perguntas? 

Dr. Dáttilo: Será um prazer conversar um pouco com vocês.

Jheimes – O curso de Ciências Biológicas do campus da UNEMAT de Nova Xavantina Dr. Dáttilo, entre alguns fatores que podemos destacar, não é bem cotado entre os alunos, porque é um curso de licenciatura e muitos dizem: ‘‘Eu não quero ser professor’’. No entanto o senhor é licenciado, e é pesquisador do Instituto Nacional de Ecologia (INECOL) no México…

Dr. Dáttilo: Eu sempre falo que fazer uma licenciatura não limita um biólogo a apenas dar aulas. Um licenciado tem uma oportunidade dupla de carreira: ele pode dar aulas, mas também fazer pesquisa. Na maioria das universidades brasileiras a carga horária e a oportunidade de estágios são as mesmas para o bacharelado e para a licenciatura. Para mim, a grande diferença é a experiência que o aluno carrega ao longo da sua formação. Existem bacharéis que não tem experiência em pesquisa e licenciados com uma enorme experiência e vice-versa. Minha dica para o aluno que está cursando licenciatura e quer seguir a carreira de pesquisador é entrar em algum laboratório que faça ciência de ponta desde o início da graduação. É extremamente importante que o aluno desenvolva seu projeto pessoal de iniciação científica sob a orientação de um pesquisador, de forma que, com certeza, ao final da graduação o aluno estará pronto para continuar seus estudos de pós-graduação e seguir a carreira de pesquisador em qualquer universidade do mundo. Por outro lado, apesar dos baixos salários, não podemos esquecer também do déficit de professores existente no Brasil.
Existem bacharéis que não tem experiência em pesquisa e licenciados com uma enorme experiência e vice-versa.
Jheimes – Se um licenciado quiser seguir a carreira de pesquisador fora do país, quais são as recomendações?

Dr. Dáttilo: O aluno deve se aperfeiçoar ao máximo ao longo de sua formação, incluindo cursos de idiomas, artigos publicados, participações em congressos, uma grande rede de colaboração, experiência em docência e em divulgação da ciência. Lembre-se que quem vai te contratar no exterior possivelmente nunca ouviu falar de você. A diferença estará na sua carta de apresentação, e isso inclui toda a sua experiência profissional e o impacto da ciência que você produz. Portanto, é importante tentar somar “pontos” na maior diversidade de requisitos possível.

Jheimes – Thomas F. Glick, professor do departamento de História da Boston University, diz que: ‘‘o desenvolvimento da ciência na América Latina, raramente foi tranquilo ou linear no séc.XX’’. Falando especificamente do México – o que o senhor acha do desenvolvimento científico do país no séc. XXI?

Dr. Dáttilo: Eu concordo com o Prof. Glick. Nunca foi fácil e nunca será fácil fazer ciência na América Latina, isso porque temos uma demanda muito grande de prioridades imediatas e muitas pessoas não conseguem ver a importância da ciência para a solução dessas prioridades. Especificamente para o México, o país parece viver um “boom” de apoio a ciência. Não faltam apoios e bolsas para quem quer seguir com os estudos no país. Por exemplo, o México tem um programa de apoio a produtividade dos seus pesquisadores comparável aos países mais desenvolvidos do mundo. Um bolsista de produtividade no nível mais baixo no México (SNI 1) ganha mais que o dobro (em reais) do que um pesquisador no nível máximo (1A do CNPq) no Brasil. Além disso, existe uma verba dentro das instituições mexicanas de pesquisa que chega todo início de ano para o pesquisador gerenciar e fazer funcionar o laboratório ao longo do ano, independente de projetos externos. Recentemente, o presidente do México (Enrique Peña Nieto) veio com sua comitiva na instituição onde eu trabalho (INECOL) inaugurar um complexo de pesquisa (Campus III/BioMimic) que custou aproximadamente 35 milhões de dólares e que servirá como matéria-prima para o desenvolvimento de soluções imediatas para os problemas sócio-ambientais do país.
 Um bolsista de produtividade no nível mais baixo no México (SNI 1) ganha mais que o dobro (em reais) do que um pesquisador no nível máximo (1A do CNPq) no Brasil.
Jheimes- Pode traçar paralelos entre o desenvolvimento  científico do Brasil e México? 

Dr. Dáttilo: O México vive hoje seus anos de glória na ciência, com um apoio sem precedentes ao desenvolvimento cientifico e tecnológico do país. Isso me lembra o que aconteceu no Brasil há uns 3-4 anos, que inclusive financiou meus estudos de doutorado pleno no México. O que eu vejo hoje no Brasil é uma quantidade altíssima de cortes de recursos destinados à ciência e a educação brasileira como um todo. Eu espero que isso seja passageiro, assim como a crise que vem se instalando no Brasil. Tenho orgulho de ser brasileiro, amo meu país e quero ver o Brasil andando para frente, assim como todos meus colegas que exercem a profissão no Brasil. Apesar desse “boom” de desenvolvimento científico e tecnológico no México, eu realmente não sei quanto tempo vai durar. Mas pelo que eu vejo dentro dos diferentes níveis do governo mexicano, é que eles estão começando a entender o valor do apoio à ciência básica e aplicada para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
O que eu vejo hoje no Brasil é uma quantidade altíssima de cortes de recursos destinados à ciência e a educação brasileira como um todo.
Jheimes – Qual sua rede de contatos com a ciência Brasileira? 

Dr. Dátilo: Eu mantenho fortes laços com a ciência brasileira. Tenho uma grande e ativa rede de colaboração com pesquisadores em diferentes regiões do Brasil, principalmente dentro da: Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Estadual de Feira de Santana, Universidade Federal do Paraná, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade Estadual Paulista, e da Universidade Federal da Bahia. Eu também ministro disciplinas e tenho alguns estudantes cursando suas pós-graduações sob minha orientação em universidades brasileiras. Além disso, eu tenho um papel chave nas colaborações internacionais entre México e Brasil através do recrutamento de estudantes brasileiros e convênios institucionais, frutos de uma parceria que tenho com o CNPq.

Jheimes – Poderia nos falar um pouco sobre complexidade,  Teoria das Redes e suas aplicações dentro da Biologia? E como ela tem auxiliado no desenvolvimento das suas pesquisas?
 
Dr. Dáttilo: Complexidade compreende um amplo conjunto de conhecimentos cujo foco essencial é o estudo de sistemas complexos. Esses sistemas são compostos de diversos elementos que interagem entre si e geram novas qualidades no comportamento coletivo que não poderiam ser atribuídas aos elementos de forma individual. A Teoria de Redes nos fornece diferentes ferramentas que nos permitem estudar as relações e a dinâmica entre esses elementos com o objetivo de nos fornecer informações mais detalhadas sobre relações complexas do mundo que nos rodeia. Dentro da biologia nós temos diferentes sistemas complexos, como por exemplo, o código genético, através da transformação do genótipo para o fenótipo; as interações entre proteínas, que participam de diferentes funções vitais para um organismo; a comunicação entre células nervosas, entre outros. Eu recomendo a leitura de um artigo em 2008 chamado “Complexidade na Biologia”, escrito pelo italiano Fulvio Mazzocchi para o site científico EMBO-reports, da Nature.com. Eu uso a Teoria de Redes para compreender a dinâmica ecológica e evolutiva das interações entre plantas e animais. Meus estudos envolvem uma grande diversidade de sistemas complexos: desde interações microscópicas entre plantas, bactérias e fungos, até interações macroscópicas como por exemplo a polinização por abelhas e a dispersão de sementes por aves e macacos. O uso dessa ferramenta está permitindo ao nosso grupo de pesquisa descrever padrões e processos que regulam o funcionamento dos ecossistemas e como essa dinâmica é afetada por perturbações causadas pelo homem (ex. a fragmentação das florestas tropicais).

Jheimes – Em seu último artigo, ‘‘Sampling effort differences can lead to biased conclusions on the architecture of ant–plant interaction networks’’; o senhor diz ter ‘‘avaliado como a variação no esforço de amostragem afeta os descritores de rede mais frequentemente utilizados na literatura, onde estudou redes de interação entre formigas e plantas com nectário extrafloral em um ambiente tropical no Golfo do México’’. Qual a melhor estratégia para tentar avaliar a importância das interações das espécies para a organização da comunidade? 

Dr. Dáttilo: Para mim, a melhor estratégia para compreender a interação entre duas espécies é tentar desamarrar a complexa rede de interação que essas espécies estão envolvidas. Só dessa forma podemos entender o verdadeiro papel de cada espécie dentro de um ecossistema e prever como a perda dessa interação poderia afetar as demais espécies em um efeito cascata. Interações ecológicas regulam diferentes atributos de um ecossistema que vão desde a produtividade primária até a estrutura e estabilidade das populações biológicas. Muitas vezes nos preocupamos apenas na extinção das espécies e esquecemos da extinção das interações ecológicas que essas espécies desempenham no seu ambiente natural. A extinção de uma espécie é sempre ruim para a natureza. Entretanto, a extinção de uma espécie de abelha que poliniza apenas uma planta é diferente da extinção de uma espécie de abelha que poliniza dezenas de plantas.

Jheimes – Muitos artigos hoje, tem tentado ver o que ocorre, caso, algumas espécies sejam suprimidas, pois, elas são capazes de colocar toda a funcionalidade do sistema ecológico a baixo. A equipe de Carlos Peres, da Universidade Britânica East Anglia, publicou na PNAS ‘‘Dispersal limitation induces long-term biomass collapse in overhunted Amazonian forests’’, onde avalia redes mutualísticas –  a interdependência entre plantas e animais – com uma abordagem nova dentro da climatologia.  O problema segundo o pesquisador é que ‘‘essas árvores de grande porte dependem basicamente desses animais para terem suas sementes dispersas. Como elas têm troncos de alta densidade, são as que estocam mais carbono. Aos poucos, nas áreas de sobrecaça, essas espécies vão sendo substituídas por árvores de semente pequena e madeira leve, de baixa densidade, que estocam pouco carbono”. Quais são as suas prioridades para as pesquisas futuras na área de redes ecológicas, quando pensamos em Biologia da Conservação?

Dr. Dáttilo: Em um outro trabalho publicado recentemente na Science Advances (2015: e1501105) por brasileiros, finlandeses, colombianos e espanhóis, foi demonstrado que a extinção de grandes animais frugíveros afeta negativamente a capacidade das florestas tropicais de armazenar carbono e, portanto, o seu potencial para combater as mudanças climáticas. Logo, estudar a extinção das interações ecológicas é fundamental para compreender não apenas do funcionamento dos ecossistemas, mas também para modelar o futuro e a evolução de um ambiente sem essas interações. No ano passado nós publicamos um artigo  na revista holandesa Forest Ecology and Management mostrando como os programas de reflorestamento de espécies nativas e exóticas na Amazônia poderiam recuperar a estrutura das redes de interação formiga-planta. Os resultados fornecem uma ferramenta para os gestores de conservação, principalmente porque mostram que florestas secundárias criadas por regeneração natural podem ser um método eficiente e econômico para restaurar as interações formiga-planta em florestas tropicais. Recentemente nós começamos a desenvolver uma nova linha de pesquisa no nosso laboratório juntamente com colegas brasileiros, voltada exclusivamente para avaliar o efeito da fragmentação das florestas tropicais sobre as redes de interação planta-animal. Esperamos que nos próximos anos nós possamos contribuir um pouco mais sobre o entendimento de como as perturbações ambientais causadas pelo homem afetam a estrutura e as funções ecológicas das interações dentro de um ecossistema.
 Muitas vezes utilizamos a matemática como lei e não como uma ferramenta, e esquecemos dos processos biológicos que regem os nossos padrões biológicos observados. “Números soltos” não nos dizem nada dentro da Biologia. A Matemática é uma das inúmeras ferramentas que temos nas mãos. Mas nunca um computador ou um algoritmo poderá superar a essência de um biólogo. Podemos lembrar da grande revolução que Charles Darwin fez dentro da Biologia somente baseado nas suas observações.
Jheimes – Podemos notar que varias são as tentativas de compreender como diversos sistemas ecológicos funcionam em diversas situações, como mudanças climáticas, conservação e uso do solo ou espécies invasoras exóticas, e muitos pesquisadores tem usado as redes ecológicas – uma ferramenta legada da física e matemática. É a matemática o próximo microscópio da biologia, como Joel E.Cohen, diz no artigo publicado na PLoS Biology? 

Dr.Dáttilo: Existe uma diversidade enorme de ferramentas computacionais e matemáticas que podem nos abrir os olhos sobre alguns padrões e processos dentro da biologia. Entretanto, eu discordo um pouco do nosso colega biomatemático. Muitas vezes utilizamos a matemática como lei e não como uma ferramenta, e esquecemos dos processos biológicos que regem os nossos padrões biológicos observados. “Números soltos” não nos dizem nada dentro da Biologia. A Matemática é uma das inúmeras ferramentas que temos nas mãos. Mas nunca um computador ou um algoritmo poderá superar a essência de um biólogo. Podemos lembrar da grande revolução que Charles Darwin fez dentro da Biologia somente baseado nas suas observações. A matemática nos ajuda sim a abrir os olhos e explorar novos mundos, mas existem outros fatores de igual importância que nos ajudam dentro da Biologia. Portanto, eu penso que temos que trabalhar em conjunto com profissionais de diferentes áreas para desenvolver um trabalho de integração dos conteúdos da Biologia.

Jheimes – Por último, tem algo que o senhor gostaria de acrescentar?

Dr. Dáttilo: Eu agradeço a oportunidade de contar um pouco da minha trajetória. Eu gostaria de falar também das oportunidades que temos no nosso laboratório para receber estudantes brasileiros, para estágios e para cursar suas pós-graduações com bolsas de estudos do México e do Brasil. Estamos assinando convênios com inúmeras universidades brasileiras para encurtar essas relações e diminuir a burocracia envolvida. Eu convido todos a visitarem o nosso site www.wdattilo.bio.br !!! Lá nós divulgamos os nossos artigos publicados e as oportunidades. Eu também gostaria de felicitar o excelente trabalho de vocês. E por fim, eu gostaria de dar uma dica a todos que querem seguir adiante dentro da profissão: nunca desista dos seus objetivos… se dedique e corra atrás !!!


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